Este blog vai ser um pouco as minhas asas. Vou publicar aqui alguns dos meus poemas, textos de livros que escrevi, e algo mais...
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Amália Rodrigues vs Sónia Tavares (Gaivota)
JÁ PASSARAM ONZE ANOS QUE A GRANDE DIVA DO FADO, A VOZ INCOMFUNDIVEL, NOS DEIXOU... MAS VIVERÁ PARA SEMPRE EM NOSSA MEMORIA E EM NOSSOS CORAÇÕES ESSA MANEIRA ÚNICA DE SENTIR E CANTAR O FADO... PARABENS.
O PERFEITO DO IMPERFEITO (7ª PARTE)
CAPITULO QUATRO
Helena tinha completado os dez anos de idade no dia anterior, ninguém se apercebeu como era costume, pois foi mais um dia despercebido, comum e igual a todos os restantes. Foi mais uma data alheia, passada em vão, como muitas outras, ignorando o que para Helena tinha um enorme e valioso significado.
Não era costume, nem nunca foi sequer acostumada a receber algo no seu aniversário.
Sendo, para Helena, uma data de máxima importância, sabia que era mais um ano, sem interesse, deixado para trás, desperdiçado com as sobras da criança que foi… e ainda era…
Helena ansiava sempre pelo ano seguinte, pois estava ciente de que era mais um pequeno passo em direcção ao tornar-se mulher, contendo cada vez mais um sinal de amadurecimento e de sabedoria.
Desejava ansiosamente sair da sua concha, rumo à adolescência tão pretendida. Ambicionava secretamente satisfazer os poucos objectivos já imaginados. Queria penetrar lentamente nesse novo universo interessante e completamente desconhecido.
A impaciência perante esse novo mundo reinava, esses momentos seriam únicos de tão belos. Imaginava como seria ser e descobrir a mulher perfeita, a mulher ideal. Tentava construir já o seu amanhã ilusório.
Vivia-o exactamente como qualquer criança entrando no mundo da adolescência. Sabia o quanto foi e era difícil ainda lidar com a privação de tudo, simplesmente porque a vida mantinha-se bastante problemática a todos os níveis e em todos os sentidos.
Mas, aprendeu, principalmente, a cativar a enorme beleza da vida. Aquela que é incluída e reflectida exactamente em todas as pequenas coisas que nós fazemos com ela e para ela, ou melhor, para nós através dela. Porque, por mais insignificante que possa parecer aos olhos de uns, são estas pequenas coisas que se tornam importantíssimas para outros. Talvez porque o verdadeiro valor da vida é invisível. Talvez por ele ser tão grande se torna inalcançável à visão. Ou simplesmente porque talvez não exista, e por isso não se vê.
Não importa, qualquer que seja a verdade exacta, Helena estava convencidíssima que havia um valor inatingível. E seria algo tão grande e tão belo que se tornava inalcançável por tudo e para todos.
Não seria a única a sonhar com o futuro, nem foi sequer a única a atingir essa idade. Mas foi a única a receber o presente tão desejado e ambicionado durante os tenros anos da sua infância.
Tinha consciência das dificuldades dessa época visto que as sentia na pele, e sabia ver o quanto era complicado a orientação do dia a dia, tudo isto absorvido pelos olhos da criança nela habitada, e sentido exactamente como ela era, em ponto pequeno. Justamente por isso evitava despertar a ambição.
Quando ao saio quarto, se deparou com o seu pai, caminhando lentamente ao seu encontro, com maneiras desorientadas e carinhosas “por ser a primeira vez a satisfazer tal desejo”, aproximou-se com um lindo sorriso “de orelha a orelha” repleto de encanto e satisfação, com as mãos atrás das costas e uma expressão bem alegre! Denunciava esconder algo!
Notava-se suficientemente bem o volume da grande caixa, (destapada, pois não havia dinheiro para comprar papel de embrulho). Tentava a todo o custo manter a surpresa anónima. Mas a maneira de se movimentar despertava a curiosidade nela existente.
O coração de Helena saltava de tanto euforismo… palpitava de tão cheio de apetite pela oportunidade que a vida lhe oferecia… ansiava por algo desconhecido mas ao mesmo tempo bastante pretendido… então cheio de orgulho disse:
- Tenho uma surpresa para ti, sei que vais gostar muito, aliás tenho a certeza! Mas não me foi possível consegui-la mais cedo, mais vale tarde do que nunca, não é?
E estendendo-lhe as mãos com a caixa, continuou…
-Quero dizer-te também que sinto um grande amor por ti e sinto-me muito orgulhoso em ter-te como filha… Quero desejar-te muitas felicidades, que Deus não se esqueça de ti nem te faça seguir pelo mesmo caminho que eu…
Dizendo isto, uma lágrima de felicidade quis fazer-se mostrar no canto do olho de Helena, respiraram os dois fundo e ele continuou…
-Só com a força de viver, consegui superar o medo e o desgosto deste caminho tão difícil e por vezes indesejado. Mas que graças a ti se tornou muito enriquecedor. Que Deus te abençoe, minha filha…
Ao ouvir aquelas palavras tão ricas e lindas, Helena transbordou de alegria e orgulho, ficou tão contente e comovida, que não encontrou espaço onde semear palavras semelhantes.
-Eu também pai… Obrigada… por tudo. Foi unicamente o que conseguiu lançar pela boca fora, porque o restante ficou entalado na garganta. Só encontrou forças na vontade curiosíssima de pegar na enorme caixa e acabar de abrir.
Depositou naquele momento toda a emoção existente nela. Ao ver o que continha ficou tão feliz e dando pulos de contentamento explodiu de alegria,
Com um forte abraço procurou retribuir-lhe um pouco da satisfação que a contagiava. Sendo de uma pessoa tão querida, aquelas palavras ficariam para sempre gravadas no seu pequeno mundo. Tatuando o seu coração, sua vida e sua alma, eternamente.
Aquecendo o mais gélido, pequenino e simples grão de sentimentos, que teimavam em arrefecer ou mesmo apagar algum pedaço de resistência, onde tentava germinar a força do seu optimismo, e dos sinais de valentia, existentes na sua vida, ainda tão verde.
Por vezes o pessimismo e o medo transformavam-se em egoísmo, querendo sorrateiramente mostrar as suas garras maldosas, e somente assim conseguir ultrapassar ou até mesmo atropelar, os pensamentos mais frágeis e mais belos impedindo-os de amadurecer.
Interditando o nascer e pouco a pouco germinar o princípio dos melhores pensamentos desta caminhada, nesta tão ambiciosa e desejada vida. Mas apesar das dificuldades existentes a valentia prosseguia sempre à frente evitando esse contágio indesejável.
Seus olhos verdes brilhavam de tanta felicidade e humildade ao denunciarem o desespero alegremente contido. As lágrimas de ansiedade teimavam sair pelos cortinados nublados dos seus olhos humedecendo de alegria qualquer traço lá marcado.
Era tanto o euforismo, o contentamento, e a emoção sentidos por Helena que… não sabia se havia de chorar… ou se havia de rir… era tanta a alegria, a indecisão e a felicidade… Seria só um sonho? Ela não sabia, custava-lhe muito acreditar… era bom demais… se fosse um sonho… recusava-se a despertar!..
Era uma boneca, aquela que sempre ambicionou… aquela que sempre idealizou… mas que também sempre pensou ser impossível concretizar… pois era só um sonho… e os sonhos não se realizam. Principalmente naquele canto do mundo onde só em sonho é possível alcançar todos os desejos.
Mas agora era real, de olhos bem abertos ela tinha aquela maravilhosa visão. Será que o sonho de tão intenso saiu da ficção e entrou para a realidade? Após tanto tempo de espera a recompensa chegava, ela permanecia à sua frente e pertencia-lhe inteiramente.
Era linda e quase tão grande quanto ela. Possuía uns cabelos sedosos cor de cenoura ondulados, pela cintura cheirando optimamente bem. Umas pestanas negras e enormes contornavam uns belíssimos olhos cor de carvão pintados com a cor da moda, um azul céu muito bonito. E, para completar essa beleza facial, uns lábios carnudos, cor de sangue, e entreabertos davam a impressão de querer falar com Helena.
Vestia umas roupas bastante modernas ficando-lhe lindamente bem. Um vestido cheio de folhos cor de laranja e dourado que descia até ao joelho. Tinha uma fita enrolada na cabeça a condizer com o restante, a fazer sobressair os lindos cabelos que lhe caíam pelas costas.
Quando a tomou nos braços com toda a delicadeza e ternura, sorriu-lhe de encantamento, parecia-lhe um autêntico bebé, com uma expressão repleta de tranquilidade… Sempre que se deitava com ela, fechava os olhos fingindo dormir. Nela encontrava um abrigo cheio de paz e sossego, o tal que só existe na ingenuidade.
Tornou-se na sua principal confidente e considerava-a a sua irmã mais nova… Aquela que nunca teve a sorte ou o azar de conhecer pois a sua mãe perdera o bebé.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Spelbound - Britain's Got Talent 2010 - Auditions Week 2
Muitas vezes somos espectadores de talentos incríveis, pois existem muitos talentos escondidos...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Musica é Eros Ramazzotti & Andrea Bocelli (traduccion)
Musica é: Quando duas grandes vozes se juntam... quando se fala com o coração... quando as palavras são apenas brisas de poesia e perfumam o ar que as envolve.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
MAIS UMA HISTÓRIA INFANTIL
O SONHO DO RICARDO
Era uma vez, uma linda criança que se chamava Ricardo e que morava numa casa pequena e repleta de simplicidade, juntamente com os seus pais e três irmãs mais novas, Beatriz, Susana e Júlia.
Ricardo caminhava alegremente nos seus dez anos de idade, bastante satisfeito, reservado e pobre, vivia feliz, simplesmente por existir.
Pois sendo uma família humilde e ele o mais velho dos irmãos, por essa razão, sentia a obrigação de ser o responsável.
Estávamos no princípio do Verão e como era costume, Ricardo fazia sempre questão de levar suas irmãs quando iam regar a horta, que ficava um pouco distante de sua casa.
Pois deliciavam-se ao passearem debaixo das árvores, nas suas sombras, onde ao mesmo tempo comiam as frutas da época. Eram as amoras, as pêras, os morangos, os pêssegos e, até, já as uvas.
Ricardo, gostava de apanhar todo o tipo de fruta, e partilhá-la com Júlia, Beatriz e Susana, ao pé do riacho com água, fresca e sempre corrente, onde eles comiam gostosamente.
Quando nessa tarde, depois de estarem os quatro, sentados, debaixo das árvores e prontos para satisfazerem aquela vontade de comer, as frutas da época. Ricardo olha, fixamente, para o vermelho dos morangos acabados de lavar e que mantinha nas mãos, quando vê nascer algo pequeno, mas que crescia lentamente.
Parecia a imagem do pai natal que vagarosamente se mostrava defronte deles.
Ricardo admirado e com bastante receio fez um pequeno esforço, ao abrir os olhos que se recusavam a abrigar o que estava na sua frente, e viu uma paisagem cheia de neve. Mas, no fundo desse desenho existia, um pinheirinho de Natal, com algumas lâmpadas coloridas a enfeitá-lo e todo coberto de algodão branco a imitar a neve.
Este era idêntico ao que habitualmente lhe enfeitava a casa, na época Natalícia. Ao lado dele aparecia também uma mesa repleta de doces que continha todo o tipo de bolos, chocolates e guloseimas concebidos pela sua imaginação, mas que nunca teve a oportunidade de provar. Ao lado da mesa encontrava-se a lareira, com labaredas bem vivas, que, ao mastigarem os troncos de madeira, a transformavam num saboroso borralho. Era igual àquele que permanecia em sua casa e junto do qual se aqueciam nas noites frias de Inverno.
Quando de repente, vê ao pé da chaminé, o mesmo homem vestido de vermelho, com barbas e cabelo branco, que só podia ser o pai Natal. Este sorria-lhe ao estender-lhe o saco de presentes e dizia-lhe baixinho:
- Toma, tens aqui os presentes que tanto ansiavas! São teus! E Nunca te esqueças de fazer o que o teu coração te mandar. Ele é o principal motor da tua felicidade! Ao dizer estas palavras evaporou-se deixando uma magia no ar… e o saco com os presentes no chão, defronte deles.
Depois de saborear todos aqueles maravilhosos doces, e distribui-los com suas irmãs, dirigiu o seu apetite atenção para o saco que permanecia na sua frente, e suas irmãs ao lado, a contemplar aquele cenário.
Ricardo e suas irmãs avançaram na direcção do saco e começaram a tirar e a admirar os presentes nele contidos: havia três grandes e lindas bonecas, algumas roupas de Verão, camisolas de Inverno e até livros o saco continha, alem dos carrinhos dedicados a ele.
- Olha que linda boneca! Dizia Beatriz, a mais nova enquanto dava um passo em frente.
- Repara só que lindas! Só podem ser para nós! Dizia a irmã mais velha, com a felicidade à flor da pele.
Repentinamente Ricardo sente uma forte emoção, pois tudo o que ele sonhou permanecia ali. As bonecas que ele sempre desejou oferecer as suas irmãs estavam ali, ate livros com histórias lá se encontravam.
Então olharam uns para os outros, sem saber o que dizer e como se digerissem uma magia com um sabor inesgotável… Encolheram os ombros bastante admirados e cheios de alegria.
Viveram a beleza da neve em pleno Verão e onde toda a felicidade inundava a pureza das suas almas.
Aprenderam que a magia do Natal é todos os dias, e que não existem datas precisas para se oferecer a quem mais precisa… Ficaram com a brisa fresca e perfumada da natureza, os frutos e com as suas almas mais enriquecidas em sentimentos, sonhos e aspirações...
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
DICAS PARA A SAÚDE
EU NÃO SOU MÉDICA MEM ALGO PARECIDO, MAS ACHEI QUE ESTAS DICAS NOS AJUDAM A CUIDAR DO NOSSO CORPO, PORQUE SOMOS OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS DE O MANTERMOS O MELHOR POSSIVEL. NÃO ACHAM?
ÁGUA COM ESTÔMAGO VAZIO... Sério e Importante
Abacate: 1. Quando você cortar o abacate e usar apenas uma de suas partes, coloque um pouco de farinha de rosca na superfície da outra parte para ela não escurecer. 2. Para o abacate cortado não escurecer, passe uma camada fina de manteiga na superfície da parte cortada. 3. O creme de abacate não escurece se você colocar dentro da vasilha o próprio caroço do abacate, ou uma colher de aço inoxidável, e guardar na geladeira. Açúcar: 1. Coloque uma ameixa ou algumas bolachas salgadas, ou ainda frutas secas, dentro do recipiente em que você guarda o açúcar. Assim ele não empedra. 2. Como o açúcar mascavo é granulado, tome cuidado na hora de medir: comprima o açúcar dentro da medida que você estiver usando. Alface: 1. Para conservar a alface sempre fresquinha, lave bem as folhas e enxugue. Depois, coloque numa vasilha hermeticamente fechada e guarde na geladeira. 2. Para enxugar a alface com facilidade, coloque as folhas lavadas num pano poroso (como fralda de bebê), junte as pontas, fazendo uma trouxinha, depois sacuda até sair toda a água. 3. Você pode aproveitar as folhas de alface que não estão com boa aparência para fazer sopas ou recheios, misturando com outras verduras. 4. As folhas de alface quando cortadas com faca perdem muito seu valor nutritivo. Deixe sempre as folhas inteiras ou rasgue com as mãos. 5. Procure colocar o sal na alface um pouco antes dá refeição, pois o sal faz com que as folhas murchem rapidamente. 6. As folhas de alface são ótimas para retirar o excesso de gordura dos alimentos. Alho: 1. Coloque os dentes de alho descascados dentro de um vidro com óleo de cozinha. Assim, eles não ficam ressecados e o óleo pode ser usado depois como molho para saladas. 2. Para facilitar o seu trabalho, amasse os dentes de alho com sal e guarde num pote bem fechado, na geladeira. Assim, quando você precisar ele já estará pronto. 3. Deixe os dentes de alho de molho em água durante dez minutos antes de usar. As casquinhas se soltarão facilmente e você não ficará com cheiro de alho nas mãos. |
Subscrever:
Mensagens (Atom)



