quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

POEMA ENPRESTADO














A Flor do Esquecimento


Uma flor tocada por uma gota de orvalho
Como que a derramar uma lágrima pela saudade da noite
Que pesa na sua pétala leve de delicada
Como uma réstia dessa clandestina indesejada

A noite que a deixou só e desamparada
Habituada a que estava a ser admirada
Pergunta-se triste e sem o norte
Que fiz para merecer tal sorte

Procura a vida em seu redor
A vida que despertava com a sua cor
A vida feliz por a ver existir
Com a sua beleza natural a sorrir

Procura toda a noite um olhar de atenção
Um olhar que desperte a vida no seu coração
Um olhar que a resgate da dor de se sentir só
Alguém que se lembre dela e tenha dó

A noite, sua maior inimiga
É agora sua nova companheira
Do desconforto que lhe trouxe
É agora sua única conselheira

Escuta-a a chorar a sua tristeza
A teimar que é sua, a beleza
A dizer-lhe o grande feito
De ter sido feita a preceito

Lamenta-se num rio de lágrimas
Do seu infindável desgosto
Do mundo se esquecer dela
No momento do sol-posto

E a noite lembra-lhe convicta
Terás de esperar pela minha morte
Para que te faças de esquecida
Pela luz do sol, pela sua corte


Esperas o raiar do dia
Para teres a ousadia
De esqueceres para sempre
Quem te ouviu confidente


Estás decidida a receber o dia
E ver restabelecida a tua alegria
Por guarnecida de tua cor garrida
Resplandecendo com a luz da tua vida


E o sol ilumina agora a flor
Uma última lágrima de despedida
De felicidade pelo surgimento do sol
Que lhe trará novamente o seu valor

Feliz de uma assentada
Agora da noite livrada
Tem a desejada certeza
De ser admirada, a sua beleza

Brilha no horizonte o seu último lamento
 Dessa lágrima que desaparece com o vento
E diz o seu adeus há noite
Que lhe trouxe tanto sofrimento


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O PERFEITO DO IMPERFEITO (15ª PARTE)



   Francisca tinha completado os dezasseis anos de idade três dias antes do casamento de sua irmã Júlia, a mais velha das irmãs, com diferença de dez anos. Depois de se mudarem para a vila, o casamento que vinha sendo adiado há já oito anos, simplesmente porque ela recusava deixar sua mãe viúva, doente e com três filhas ainda menores, foi finalmente concretizado. 
   Nessa manhã, recorda-se como se fosse hoje, de ter subido a uma cadeira para alcançar uma jarra antiga, quando repentinamente se desequilibrou e quase caiu ao deixar escorregar a jarra das mãos. Mas, graças a Deus ficou intacta, só serviu para ficar demasiado assustada a todos os níveis, pois era uma linda peça. Uma peça única deixada pelos seus antepassados.
   Lembra-se depois, de ter ajudado a enfeitar a mesa para o almoço, com uma jarra repleta de Japoneiras, e uma outra com mimosas de cor e cheiro intenso muito agradáveis, pois estávamos em Maio, o tempo delas, e além disso faziam um óptimo arranjo, cheio de alegres tons.
   Depois de tudo pronto, e juntamente com a sua irmã mais nova, dirigiram-se à capela para assistirem à linda cerimónia, junto dos restantes convidados. Francisca olhou em volta, durante todo o caminho que a levava à igreja, somente na expectativa de avistar o seu “bem-querer”, mas em vão. Chamava-se Miguel, era um ano mais velho que ela tinha pele morena, cabelo liso e negro sobressaindo lindamente na camisa branca que usava diversas vezes. Conheceram-se na escola uns meses antes, logo a seguir à mudança para vila.

    Depois de se instalar no lugar reservado, junto de sua mãe e irmãs, admirou a naturalidade que embelezava a capela. Estava decorada de forma muito simples apenas algumas rosas vermelhas e lírios brancos a enfeitar o altar. Na parede branca do fundo da sala, aquela em que se encontrava na sacristia, permanecia exposta a grande gravura de Jesus Cristo “o bom pastor”, com um cordeiro ao colo. Sentíamos um enorme encanto, porque é justamente nas coisas simples que a beleza se encontra escondida. Francisca apreciava a noiva, a sua querida irmã envergando um lindo vestido branco, com um longo véu e um ramo constituído por três camélias na mão. A noiva dirigia-se lentamente para o altar onde se encontrava o futuro marido ansioso.
   Francisca sentia-se a meio de um sonho, no entanto sonhava acordada, interrogava-se quando e como seria a sua vez. Quando o seu olhar procurou e encontrou lá bem ao fundo o primeiro amor, o seu coração deu sinal. Uma lágrima de contentamento escorregou-lhe dos olhos, ao sorrir-lhe cheia de emoção e felicidade.
    Mas quando Francisca desviou um pouquinho o olhar, repentinamente os seus olhos ficaram mais tristes, ao reviver o pequeno acontecimento ocorrido algumas horas atrás, quando se deparou com o pequeno Tino, lá sentado e tão seguro de si, ninguém dizia que alguma doença habitava nele.
   Sentiu um arrepio de medo e um aperto no coração, mas tentou tranquilizar-se ao dizer-se que foi unicamente do nervosismo e da excitação à flor da pele.
   Pela segunda vez no mesmo dia, ela teve medo, sentiu-se cambalear, quando ao descer as escadas da pequena capela, se viu obrigada a encostar-se à irmã mais nova, que ia com ela. Francisca teve a sensação de ser empurrada por alguém invisível, mas pensou imediatamente que poderia estar relacionado com a agitação do actual evento.

   Esse dia maravilhoso passou. Mas ela continuou com a cabeça cheia de dúvidas e receios. Por mais que se recusasse a aceitar, ela vivia na expectativa do acaso, pois pouco a pouco, foi-se apercebendo da falta de equilíbrio cada vez mais acentuada no seu corpo. Em coisas fáceis, banais, talvez até insignificantes para a maioria, mas que para Francisca eram importantíssimas.
    Na escola, em casa ou em qualquer outro lugar, e sempre que se encontrasse acompanhada, evitava fazer algo que despertasse a atenção dos outros ou acentuasse ainda mais a sua dificuldade em manter o equilíbrio. Evitava mostrar o que seria inevitável. Pois ela era a primeira a sentir-se tímida, envergonhada e diminuída com o actual facto de alguém poder reparar e rir-se dela, por curiosidade ou simples coscuvilhice…
   Foi no dia em que completou os dezassete anos, numa tarde em que chovia torrencialmente, que Francisca, antes de entrar em casa completamente encharcada, teve a maravilhosa visão do seu príncipe encantado igualmente molhado e sozinho, coisa raramente habitual. Calmamente dirigiu-se a ela, e sem dizer nada, olhou-a fixamente, com um brilho nos olhos, acariciou-lhe o rosto e beijou-a suavemente. Ela fechou os olhos, ao sentir a aproximação dos rostos, foi o seu primeiro beijo, tão meigo e cheio de carinho…
   -Vi-te sozinha, a passear à chuva, e tão linda com a roupa colada ao corpo apeteceu-me vir ter contigo. Fiz mal? - Perguntou-lhe ele.
   -Não - Respondeu-lhe ela envergonhada e com um estranho calor a subir em direcção à cara. - Bom, vou mudar de roupa que estou com frio.
   Ao fechar a porta sorriu de encantamento, e sua mãe ao vê-la assim com um ar tão feliz e corada perguntou-lhe o que se passava. -“Nada”, disse-lhe ela, continuando o seu caminho em direcção ao quarto. Sua mãe sorriu e sem dizer mais nada, pareceu adivinhar o seu segredo, deixando-a seguir.
    Deitada em cima da cama, Francisca fechou os olhos e sorrindo reviveu a doçura do momento. Que romântico… dizia-se ela embalada nessa magnífica lembrança…nesse momento inesquecível encantado e apaixonado… Miguel tinha ido falar-lhe e beijou-a pela primeira vez, que óptima prenda, ainda conseguia aprisionar o gosto dos lábios juntamente com a chuva morna da Primavera, algo que ela adorava fazer, passear sob a chuva, que romântico, que privilégio, como ela se sentia feliz, Francisca ansiava por isso desde o dia em que reparou nele.

domingo, 9 de janeiro de 2011

RIR FAZ BEM...

                             RIR FAZ BEM

A DIFENÇA entre a Republica Checa e certos países, é que a é que a Republica Checa tem o governo em Praga e muitos países tem praga no governo.
  A DIFERENÇA entre uma dissolução e uma solução: é que numa dissolução seria meter um politico num tanque de ácido para que se dissolva e uma solução seria mete-los a todos…
A DIFERENÇA entre um homem e uma mulher, no casamento, é que a mulher esta sempre ao lado do homem para o que der e vier, e o homem sempre ao lado da mulher que der e vier…
O CASAMENTO é um relacionamento a dois: em que uma pessoa esta sempre certa, e a outra é o marido…
O COMPUTADOR é como uma carroça, tem sempre um burro á frente…
O AMOR é como a gripe, apanha-se na rua e resolve-se na cama…
O chocolate não engorda, quem engorda é você.
CERTOS PAÍSES são como a geometria, de tamanho rectangular com problemas bicudos, discutidos em cima de uma mesa redonda, por bestas quadradas…
O TRABALHO fascina-me tanto que por vezes fico parado a olhar para as ele…
NÃO PROCURES o príncipe encantado, mas sim o lobo mau porque te ouve melhor, vê-te melhor e ainda te come…….
NAÕ me importo de ter que ir trabalhar todos os dias, mas ter que esperar oito horas para regressar a casa, isso é demais…

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

michel Sardou lara Fabian Je vais t'aimer

PARA QUEM GOSTA DE MUSICA FRANCESA, AQUI VAI UMA DAS MINHAS PREFERIDAS E DA MINHA JUVENTUDE, MAS SEMPRE ACTUAL, POIS TUDO O QUE TEM BELEZA NATURAL E SIMPLES DURA PARA SEMPRE.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MAIS UM POEMAS DA MINHA AUTORIA

 MELANCOLIA 

Um sorriso disperso nasceu na doçura dos teus lábios sedentos pelos meus que desejam  fazer viver, para sempre, a felicidade que nos envolve.
Nas palavras escritas pela tua mão, ouço o eco da tua voz que me chama, mas o meu olhar encontra, somente, a tua ausência …
Ah, se eu pudesse!...  escolhia  o meu amanhã, onde tudo seria perfeito e real… Se eu pudesse decidir o que vem a seguir, mandava embora a melancolia do amor imaginado  para viver na plenitude deste encantamento
Mas o ruído abafado das ondas desse mar infinito ultrapassa a canção, que meu corpo domina enquanto espera o teu regresso, e desperta em mim a frustração, do querer o impossível, mas a de viver enquanto o sonho dura
Nossos encontros são esses e unicamente esses, preenchidos pela magia que nos envolve… fecho os olhos e sinto o perfume do teu corpo… de repente, um ruído ao longe, mas demasiado real, me desperta…

domingo, 2 de janeiro de 2011

O AMOR VISTO PELAS CRIANÇAS




«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.»
Rebeca, 8 anos 
«Quando alguém te ama, a maneira como pronuncia o teu nome é diferente. Tu sentes que o teu nome está seguro na boca dessa pessoa.»
Billy, 4 anos
«O amor é quando uma rapariga põe perfume e um rapaz põe colónia da barba e vão sair e se cheiram um ao outro.»
Karl, 5 anos
 «O amor é quando vais comer fora e dás grande parte das tuas batatas fritas a alguém, sem a obrigares a darem-te das dele.»
Chrissy, 6 anos
«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
Terri, 4 anos 
«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.»
Danny, 7 anos
«O amor é estar sempre a dar beijinhos. E, depois, quando já estás cansado dos beijinhos, ainda queres estar ao pé daquela pessoa e falar com ela. O meu pai e a minha mãe são assim. Eles são um bocado nojentos quando se beijam.»

Emily, 8 anos    rsssssssssssssss


«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.»
Noelle, 7 anos

«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.» (nem Sócrates, Descartes ou Freud diriam algo mais certo...)
Tommy, 6 anos


«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.»
Clare, 6 anos

«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.»
Elaine, 5 anos

«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.»
Chris, 7 anos

«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.»
Mary Ann, 4 anos    tão querida


«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.» (quanta arte!)
Karen, 7 anos


«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.»
Jessica, 8 anos

E a última? O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso em que ele teve de ser júri. O objectivo era encontrar a criança mais cuidadosa.
A vencedora foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe  perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse:
"Nada, só o ajudei a chorar!