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NINGUEM É RESPONSAVEL PELA TUA FELICIDADE SENÃO TÚ PRÓPRIO.
A VIDA NÃO ESTA DECORADA COM UMA FITA COR-DE-ROSA, MAS MESMO ASSIM É UM PRESENTE...
OS AMIGOS SÃO A FAMILIA QUE O NOSSO CORAÇÃO ESCOLHE...
O IMPORTANTE É QUE TENHAS AMADO E LEMBRA-TE QUE O MELHOR ESTA PARA VIR.
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Este blog vai ser um pouco as minhas asas. Vou publicar aqui alguns dos meus poemas, textos de livros que escrevi, e algo mais...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
O PERFEITO DO IMPERFEITO (15ª PARTE)
Aqui publico mais uma parte do meu livro e tambem a linda capa, feita e pintada, por uma querida amiga, especialmente para esse efeito.
A manhã acordou vestida de branco, eram todos os telhados, árvores, caminhos nada se distinguia, até o céu era infinitamente branco. Parecia uma noiva dirigir-se ao altar, dava gosto ver os ramos dos pinheiros curvarem-se com o peso da neve. Pareciam fazer uma vénia à passagem da noiva.
Francisca foi acordada com o entusiasmo da irmã mais nova, desanimada e cheia de dores de cabeça levantou-se, e juntamente com suas irmãs dirigiram-se ao local onde repousavam os sapatinhos. Esperava encontrar algo diferente dos anos anteriores, que era um cachecol e um chocolate, uma camisola, uns rebuçados, alguns pares de meias ou gorros. Ainda continuava com a indecisão à flor da pele, então rezava na expectativa de estar certa… mas depois de ver os presentes, logo saberia…
Mas não foi diferente, e depois do que ela viu também não esperava melhor. Pois além de ser uma família pobre eram muitos, e a intenção dos pais, era a de adoçar um pouco o apetite a cada um, oferecendo-lhe um miminho, juntando o útil ao agradável.
-O Menino Jesus pôs no meu sapatinho, uma camisola linda e que estava a precisar. Dizia sua irmã Júlia, se calhar já sabia do segredo, mas mantinha-se fiel à tradição, dando a entender ainda acreditar plenamente.
-A mim, pôs no sapatinho, um chocolate, rebuçados e um cachecol quentinho. Dizia a mais nova cheia de felicidade… certa de que só o Menino Jesus sabia o sentido dos presentes…
Francisca não dizia nada… ou melhor apetecia-lhe dizer exactamente tudo o que viu… contar-lhes que era tudo uma mentira… mostrar-lhes a grande desilusão, fazer-lhes ver a injustiça da realidade tão diferente… mas não disse absolutamente nada.
Limitou-se a pegar nos pares de meias, e seguiu a direcção do quarto, enfiando-se na cama, pois estava cheia de febre. Apanhou uma forte gripe… Foi a tal recompensa encontrada graças à curiosidade pretendida… Teria sido preferível ficar quieta, e alimentar a incerteza desse desejo tão querido, transformado num desgosto.
Com o resto da família feliz, não quis estragar essa paz mágica comandando o dia maravilhoso, que matou a sua beldade mesmo antes de nascer.
Ao vê-la assim, com seu ar tristonho e doentio, sua mãe seguiu-a até ao quarto, como se adivinhasse o que tentava esconder e disse-lhe:
-Deita-te e fica aí ao quentinho, que eu já te trago uma caneca de chá com mel, para te fazer bem. As palavras ouvidas durante o sonho ecoavam na sua cabeça, como se fossem uma advertência: - partilha com os outros a grande riqueza mantida no teu coração e na tua alma generosa…, porque quem é rico em valores terrestres, é pobre em valores de espírito… e quem mais partilha, mais conseguirá alcançar… porque quem possui um espírito bom e doce como o teu, um dia triunfará... Não desesperes, aguarda calmamente, porque um dia virá a tua vez, e terás a recompensa, a vida é uma espera, e quem tem a virtude em saber esperar, um dia triunfará, acredita.
Acreditava plenamente, desejava sinceramente ter razão. Estava convicta de que somente o Espírito Santo enviado por Deus tinha a dignidade e o poder de escolher exactamente tudo por nós, embora às vezes parecesse a decisão errada. Então o coração e a consciência de Francisca ficavam mais leves e, na expectativa de estar certa acreditava, ao mesmo tempo que se enchia de amor e tranquilidade.
Não era nem mais nem menos o texto que Deus lhe sussurrou durante o sonho, o “tal” que ela revivia, e desejava estar certa solicitando de Deus toda a ajuda e energia necessária para seguir em frente. Ao buscar toda a fortaleza adequada às suas capacidades.
Ela estava certa que teria a coragem e o optimismo para enfrentar as decepções e rasteiras do destino. Graças a Deus que permaneceria sempre com ela. Francisca prometeu isso em pensamento.
Ela desenvolveria o pequeno grão de optimismo, que Deus lhe plantou no seu “eu” mais íntimo. E estava certa que única e simplesmente Ele tinha o poder, a sabedoria e a obrigação de ler entre as palavras escondidas nos corações.
Só ele era suficientemente capaz, de nos dar a coragem necessária de despertarmos da lentidão do que nos parece justo, e nos dar a força, para alcançarmos tudo seguindo sempre em frente.
Até mesmo quando parece impossível, levantamo-nos cada vez que caímos, para seguirmos com mais coragem, pensando que o caminho ficou mais curto. Porque só assim conseguimos superar e descobrir o tamanho da nossa fortaleza e da nossa robustez para depois conseguirmos alcançar “a tal” recompensa merecida.
E quantas vezes, a nossa coragem é muito mais forte que nós pensamos? Quantas vezes ela fica mais desejável e com isso torna-se mais resistente e corajosa em todos os sentidos. Mais valente que todas as tempestades invisíveis, que por vezes nos tapam os olhos e os ouvidos. Onde, simplesmente nós nem damos por isso… ou melhor… fingimos não perceber o que por vezes nos é: completamente indiferente.
É preferível viver a maior parte do tempo na completa ignorância, no completo acaso, mas sempre com o nosso objectivo, porque ele é o motor da nossa força, da nossa coragem, e da nossa constante descoberta, embora muitas vezes seja decepcionante.
Essa força foi uma enorme ajuda para Francisca, quando inesperadamente perdeu seu pai. Num acidente de tractor acabado de comprar, onde era bastante necessário na cooperação dos trabalhos campestres e onde infelizmente ele também perdeu a vida, porque é assim “tudo pode acontecer, em qualquer altura e a qualquer um”. Para morrer basta estar vivo.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
POEMA
ESTE LINDO POEMA FOI-ME DEDICADO POR ALGUÉM QUE ADORA A ESCRITA.
O Mar
Longe, distante do meu alcance, contido numa surpresa
Sonho namorar a beleza prateada da luz que me espanta
Da luz que se espraia sobre o espelho do mar infinito
A luz que se insurge sob o manto cristalino de cor luzidia
Uma tal que alcança o azul das profundezas da sua vida
E quero ser embalado pelas ondas de tom morno na ida
E ser beijado pela palidez gorgolejante da sua espuma
Que se casa com a areia na efémera despedida da onda
Quero sentir a brisa marinha a marejar a minha pele morena
E o sabor do gotejar a nadar a minha face que me traz a saudade
Do mar com um paladar salgado que me recorda das mágoas
E que deixa uma nostalgia errante a marinar na alma esquecida
Quero assistir ao cortejar do vento com as ondas corajosas
Que se deixam levar numa dança de carícias íntimas e intensas
Para depois se despojarem da vida numa explosão violenta
E ficarem esquecidas no tempo pelo fim profetizado nas marés
OBBRIGADA.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
HISTORIA INFANTIL
AQUI PUBLICO MAIS UM CONTO DA MINHA AUTORIA.
O SONHO DA JOANA
FREDY
O SONHO DA JOANA
Joana era uma linda criança que caminhava harmoniosamente nos seus oito anos de idade. Era bastante alegre, reservada e pobre. Não deixava, porém, de transbordar doçura e encantamento.
Com os seus cabelos loiros, cheios de caracóis, suas faces rosadas e olhos azuis, vivia feliz, simplesmente por existir.
Morava numa casa pequena e repleta de simplicidade, com os seus pais, cinco irmãos e avó que lhe contava variadíssimas histórias, as quais ela adorava ouvir.
Estávamos no final da Primavera e, como era costume, Joaninha fazia sempre questão de acompanhar suas irmãs quando iam regar a horta, que ficava um pouco distante de sua casa.
Pois deliciavam-se ao passearem debaixo das árvores, nas suas sombras onde ao mesmo tempo comiam as frutas da época, viam e ouviam o chilrear dos passarinhos e respiravam a brisa refrescante e perfumada, vinda desse ar tão puro e tranquilo, que só a natureza sabia oferecer.
Inclusivamente, gostavam de apanhar todo o tipo de flores campestres, para se embelezarem a elas próprias ou levarem para enfeitarem a casa, ou única e simplesmente sentirem o prazer de as apanhar e cheirar.
Sim, regar a horta, era algo que elas também adoravam compartilhar, pois deliciavam-se com a frescura da água corrente, que provinha duma nascente, seguindo em direcção à horta ressequida pela quentura do sol, a qual suavizava esse bafo quente, normal da estação. A água, ao passar pelos regos, absorvia-se na terra, transformando esta em lama debaixo dos seus pés descalços e que elas patinhavam gostosamente.
- Queres também que te lave uma cenoura tenrinha para comeres? Perguntou-lhe a sua irmã mais velha, enquanto as escolhia e arrancava.
- Que bom, que maravilha! Sabem tão bem! Prova uma, dizia a outra irmã, enquanto se deliciava ao dar pequenas dentadinhas na cenoura, acabada de lavar.
- Sim. Vou experimentar também. Deve ser bom…, respondeu Joaninha, com a curiosidade à flor da pele.
E, quando deu a primeira dentada, não desgostou do sabor, talvez um pouco agridoce…mas fresquinho e apetitoso.
De repente olha fixamente para a rama verde e murcha das cenouras, feijões e alfaces e vê sobressair uma cana nascida no meio delas, igual às que estavam a segurar os feijões e tomateiros ainda verdes, mas já bastante altos e com os rebentos crescidos.
Defronte dela, Joana contemplava, imóvel e boquiaberta, as pequenas vagens que continham os feijões e que lentamente se transformavam em flores de todas as cores: eram papoilas vermelhas, lírios roxos e até os malmequeres, brancos ou amarelos, iguais aos que elas adoravam e com que se deliciavam a fazer colares estavam lá e cresciam juntamente.
De repente, aparecendo do céu, ela viu uma linda andorinha colorida a voar à sua volta, a qual lhe segredou:
- Joaninha voa, voa, segue-me, dá asas ao teu sonho!
E assim, ela deixou-se fascinar e guiar por aquele maravilhoso pássaro, vindo misteriosamente do nada...
Joaninha admirada e com bastante receio deu um passo em direcção à paisagem, que crescia lenta e maravilhosamente na sua frente.
Em primeiro lugar sentiu o medo preencher o seu coração, mas recusou-se a fazer-lhe a vontade não o deixando entrar.
Então, ela seguiu o impulso e a curiosidade abriu a porta ao seu sonho… e assim acompanhou a linda andorinha que a esperava.
Sentiu-se leve e deixou-se flutuar nesta autêntica magia... e entra, lenta e cuidadosamente, quando, inesperadamente, um aroma esquisito e agradável ao mesmo tempo a invadiu: era húmido e quente com um ligeiro cheiro a sal. E deixou-se conduzir sem saber por quem, talvez pela simples vontade de conhecer algo de que só tinha ouvido falar.
Joana deparou-se com uma paisagem parecida com aquela que tinha desenhado alguns dias antes na escola: era uma enorme praia, com areia branca e o mar infinito de um azul transparente. Ali podia, inclusivamente, apreciar todo o tipo de peixinhos a passear e como que a chamá-la...
Ela sentiu que a vontade a preenchia pouco a pouco e, assim, num impulso deixou-se conduzir por esse desejo infinito de mergulhar nessas águas límpidas, frescas e apetitosas. Continuou em direcção a uma estrela-do-mar, que lhe sorria e a chamava.
Já dentro da água salgada, brincou com os peixinhos, andou às cavalitas de um cavalo-marinho, chapinhou com suas irmãs, jogou com as conchinhas na areia e voou com as borboletas, gaivotas e até com um golfinho, que saltava e mergulhava nessa água com sabor a sal.
Ao fim de um certo tempo, quando o cansaço começou a tomar conta delas, deitaram-se na areia quente, enquanto desfaleciam de tanta estafa. Fechando os olhos, deixou-se embalar pelo sonho acabado de viver.
- Joana, acorda! Vem, temos que ir embora já é tarde... ouviu ela inesperadamente. Sendo as vozes bem conhecidas das suas irmãs, que a chamavam.
Enquanto Joana tentava abrir os olhos, sente repentinamente cair em cima do seu colo um pêssego, vindo do pessegueiro onde permanecia sentada e encostada, que se juntou aos outros que já estavam no chão ao seu redor.
- Adormeci?! Interrogava-se Joana admirada…
E as suas irmãs continuavam ali imóveis ao seu lado, olharam fixamente umas para as outras como digerissem a magia do mesmo sonho.
Caminharam as três, silenciosamente, em direcção ao pequeno e estreito caminho que as levaria a casa, pensando em tudo o que acabavam de viver.
E assim, ficou o encantamento, mas também, mais enriquecidas nos seus sentimentos e ilusões...
FREDY
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
CARTÃO DE NATAL
COMO O MENINO JESUS ESTA A NASCER, É MOTIVO DE ALEGRIA, E DESEJO QUE FIQUE NO CORAÇÃO DE CADA UM DE NÓS ILUMINANDO O NOSSO CAMINHO..

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
mensagem de amor e carinho e reflexao mais visto
ACREDITA QUE NÃO EXISTE NADA MAIS VALIOSO QUE O AMOR, POR ISSO AMA PARA SERES AMADO.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
BOAS FESTAS
DESEJO A TODOS VOCES, TUDO O QUE ESTA ESCRITO NESTA ARVORE:
E ALGO MAIS... +++... Amor.Sucesso ...
... Realizações Luz ...
.... Respeito Harmonia ....
....
..... Saúde Solidariedade .....
,,,,,, Felicidade Humildade ,,,,,,
,,,,,,.. Confraternização Pureza ,,,,,,..
---------- Amizade Sabedoria .Perdão --------
---..---..- Igualdade Liberdade.Boa - Sorte ---...---..-
..---..--- Sinceridade Estima. Fraternidade ..---..---
,,--..--,,- Equilíbrio Dignidade Benevolência ,,..---,,--..
..---..---..--...--- Fé Bondade.Paciência. Gratidão ..---..---..---...
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