segunda-feira, 30 de maio de 2011

POEMA DE PABLO NERUDA

Para quem gosta de poesia, ou simplesmente para quem sabe que viver é mais que existir.


"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!"
Pablo Neruda 

terça-feira, 24 de maio de 2011

SÊR DEFICIENTE

A LUCIDEZ E SABEDORIA DA MENTE E A  PUREZA DOS SENTIMENTOS QUE GERMINAM CONSTANTEMENTE NO CORAÇÃO, AJUDAM-NOS A ENCONTRAR O EQUILIBRIO PERFEITO QUE PENSAVAMOS SÊR IMPOSSIVEL... O AMOR MERECIDO CONSEGUI CONQUISTAR,  A HARMONIA PERFEITA RECUPEREI E DIGO COM SINCERIDADE QUE NUNCA É TARDE PARA AMAR.

O ser deficiente motor, nesta nossa sociedade actual, não é nada fácil, embora nada seja fácil presentemente. As diferenças ainda nos distanciam, apesar dos vários obstáculos serem menores ainda estão muito presentes. Porque, para além de termos a infelicidade obrigatória de lidar com este fardo, dia após dia, somos confrontados por barreiras, principalmente arquitectónicas, que nos impossibilitam o acesso a várias superfícies.
É por esta mesma razão, que muitas vezes digo: Gostaria que todas as pessoas passassem alguns tempos numa cadeira de rodas, talvez eu esteja a ser injusta, mas esse é o principal motivo de sentirem na pele e na alma, o peso da imperfeição do corpo e da perfeição da mente. Só assim compreendem, um pouco, o que é viver numa prisão de porta aberta e ganham consciência das dificuldades que nos atacam quando sentimos constantemente peso da injustiça e desânimo.
Quantas pessoas nos fazem sentir inferiores ao lixo, quando avaliam a perfeição do corpo em primeiro lugar mas onde a mente é a principal função corporal e sentimental, quando elas próprias o são, minimamente, de entendimento. Não compreendem ou, melhor, não querem saber que todos nós possuímos as nossas diferenças, sejam elas melhores ou piores e que o principal lema é: todos diferentes mas todos iguais. Essa é a mais pura verdade porque os sentimentos são a única coisa que possuímos verdadeiramente.
Por vezes penso no quanto a vida é ingrata, nas máculas que dá a uns e na satisfação que oferece aos outros, mas eu por mim falo: não peço a perfeição, pois ninguém é perfeito, mas sim as melhoras, em todos os sentidos, simplesmente para dar o melhor de mim ao ajudar e ser ajudada também, porque todos, por mais que se recusem admitir, necessitam de ajuda, talvez tanto ou mais que nós.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

ACHA QUE É UM BOM CONSELHO?

Quando se sentir perdida e penssar  que a pessoa mais adquada para a ajudar a atrapalhará ainda mais... não   desespere... ria-se que rir só faz bem.
Assim sim, são verdadeiros conselhos, de pessoas adultas!
Ao Caro Dr. António Roberto,
                    Psicólogo e Psicoterapeuta

                    Espero que possa me ajudar.
                    Entrei no meu carro e saí para ir trabalhar, deixei o meu marido em casa, a ver televisão, como sempre. Andei pouco mais de 1 km quando o motor desmaiou e o carro parou. Dirigi-me a casa, para pedir ajuda ao meu marido. Quando cheguei, nem pude acreditar, ele estava no quarto, com a filha da vizinha!
                    Eu tenho 32 anos e o meu marido 34, e a garota 22. Estamos casados há 10 anos, ele confessou que estavam tendo um caso há 6 meses. Eu amo-o muito e estou desesperada. Pode ajudar-me?
                   Antecipadamente agradecida.
                   Patrícia

                  Resposta:
                  Cara Patrícia,
 
                  Quando um carro pára depois de percorrer uma pequena distância, isso pode ocorrer devido a uma série de fatores. Comece por verificar se tem gasolina. Depois veja se o filtro de gasolina não está entupido.
                    Verifique também se tem algum problema com a injeção eletrônica. Se nada disso resolver o problema, pode ser que a própria bomba de gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade ou pressão suficiente nos injetores. A pessoa ideal para ajuda-lá seria um mecânico. Você jamais deveria voltar a casa para chamar o seu marido. Ele não é mecânico. Assuma seu erro! Não repita isso!!!

                  Espero ter ajudado.
                  Dr. Antônio Roberto.
   

terça-feira, 17 de maio de 2011

PENSAMENTO

A TITUDE POSITIVA
A tua atitude cria uma atmosfera à tua volta.
A tua atitude é o resultado da maneira que pensas e sentes.
Tu comunicas com a tua atitude.
Cria uma atitude positiva e a tua presença fará maravilhas.

domingo, 8 de maio de 2011

Salvem os ricos (contemporâneos) www.arrastao.org

COMO TODOS SABEM A CRISE ESTÁ CÁ, MAS PELOS  VISTOS É SÓ PARA OS QUE MAIS PRECISAM...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

MÚSICA

VAMOS OUVIR UMA BELA MUSICA COM UMA PRINCESA E UM BELO PRINCIPE A DANÇAR


ANDRE RIEU E BOND

sábado, 30 de abril de 2011

O PERFEITO DO IMPERFEITO PARTE 19ª PARTE

MAIS UMA PEQUENA PARTE DO MEU LIVRO


   Passados alguns dias, através da janela que costumava permanecer aberta, reparou na simpatia do seu vizinho, acabado de se mudar para o apartamento em frente, lançava-lhe um olhar tímido e belo juntamente com desejo.
   Sentindo-se lisonjeada e com timidez à mistura por se sentir capaz de despertar o interesse do sexo oposto ficou também decepcionada e com pena, simplesmente porque o receio morava constantemente com ela. Tinha a certeza que logo que fosse sabedor da verdade, sobre a sua doença os sentimentos morreriam, até mesmo, os que não tiveram tempo de nascer.
   Mas Francisca enganou-se inteiramente a esse respeito e felizmente, Jorge como se chamava, não encontrou incómodo nenhum, a fazer nascer uma relação sincera e válida.
   Foi Francisca que meteu conversa com ele, ao perguntar-lhe se gostava de música, estando ela a ouvir as baladas num som razoável, à qual ele respondeu positivamente. Ela adorava música melodiosa, ouvia principalmente música calma, cantores como o Phill Collins, Elthon John, Scorpions etc…, eram famosos na época.
   Disponibilizou-se imediatamente a emprestar-lhe discos e cassetes com músicas destes cantores que lhe interessassem. Mas Jorge deu-lhe a entender estar interessado por ela!
   No dia seguinte enquanto seu sobrinho dormia a sesta, Francisca aproveitou a ocasião e com bastante cuidado desceu as escadas e dirigiu-se à livraria, que se situava exactamente ao lado da casa dela. Só com a ideia de comprar uma revista semanal ao fazer um pouco de exercício, com a curta caminhada.
   Ao sair da papelaria, sentiu uma brisa fresca a acariciar um fim de tarde calmo e quente. Deixou-se ficar uns segundos encostada ao poste e a sentir o ar a refrescar-lhe as pernas, principalmente, graças aos calções que usava quase sempre.
   Quando estava a entrar a porta do prédio, quase que chocou com o vizinho, que era Jorge, e lhe perguntou se queria ajuda. Francisca sentiu-se tímida e insegura, fazendo com que essa pergunta a deixasse um pouco nervosa. Mas depressa se deu conta dessa inutilidade e com um sorriso repleto de timidez aceitou apoiar-se no braço dele.
   Quando chegaram ao cimo das escadas, antes de abrir a porta de casa, houve uma troca de olhares entre eles. Francisca sorriu-lhe como forma de agradecimento, sentiu o intenso olhar dele sobre seu corpo, observando-a a cada gesto, fazendo-a sentir-se vaidosa, logo nessa segunda conversa, Francisca foi sincera para Jorge. Falou-lhe sobre a sua doença e sobre si própria confessando-lhe um pouco da sua vida. Jorge disse-lhe que já tinha notado algo diferente, mas não via nenhum impedimento em construírem uma amizade sincera… Sentia uma tal doçura vinda de Francisca que pensou poder desfrutar, se assim ela o entendesse.
    Recorda-se bem do dia em que trocaram o primeiro beijo apaixonado, quando ele lhe ofereceu uma caixinha dos seus bombons preferidos.
   -Um gesto de carinho… vi-os e lembrei-me de ti… Disse-lhe ele, com um ar apaixonado, sem saber como resistir mais, ela entregou-se ao desejo.
   Jorge dava cor à vida que pouco a pouco se tornou incolor no mundo de Francisca. Fazia renascer a vontade e esperança que já tinham desfalecido, mas principalmente enriquecia a visão que ela tinha da realidade.
    - O que tiver que ser, será, porque é muito forte, o importante agora é sentir-mos amor… o amanhã virá, não achas? – perguntou ele.
   - Claro que acho! É exactamente esse o valor de uma relação!
   - Tu és linda! por dentro e por fora, eu gosto de ti como és, porque a tua maneira de ser vai ao encontro do que espero duma mulher… não te quero perder! - Dizia ele com uma demonstração de certezas, e Francisca sorria-lhe cheia de felicidade porque no fundo também sentia por ele algo que fazia o seu coração bater mais depressa.
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