terça-feira, 23 de setembro de 2014

Jardim da loucura

 




No jardim da loucura

Eu semeei o meu medo

Nasceu uma simples flor

Com chama de segredo


Lancei sentimentos vazios

Nessa terra molhada

Onde brotou a esperança

Desta vida falhada

 

Tentei renascer

Nas caricias do tempo

Semeei o teu perfume

Nas ondas do vento


Recordei com saudade

E vivi de verdade

 

 


FREDY 2013


sábado, 6 de setembro de 2014

UMA HISTORIA

               Maria Marco e Geraldo


  
  Estávamos numa bela tarde, quente e límpida, no princípio de um Verão calmo e abafado, enquanto um jovem macaco saltitava de ramo em ramo. Sentia-se felicíssimo, a sua jovem esposa acabara de dar à luz um lindo casal de gémeos.
  Esse jovem macaco, que não cabia em si de contente e nada era demais para dividir a sua alegria. Chamou então, todos os seus amigos dessa pequena selva, ao reunir sobre a mesa todos os mantimentos e bebidas, que encontrou, pois tinha acabado de ser pai.
  Entre os seus amigos e vizinhos existia, também, um elefante bebé que se chamava Geraldo, o qual, se perdera dos seus pais, sendo por essa razão, que ficou a viver juntamente com eles.
  Maria e Marco, além de serem os nomes escolhidos por eles, eram também, os nomes de seus pais, e aqueles que descendiam de geração em geração.

   Os dias passaram e Geraldo, como habitualmente, ia sempre ao encontro dos macaquinhos, para passear com eles, nas suas costas, protegê-los, ou ajudá-los a apanhar bananas, amendoins e todos os frutos que eles tivessem vontade de petiscar.
  Numa manhã, Geraldo acordou com algumas horríveis dores de barriga e uma tremenda indisposição. Mas mesmo assim, ele não quis faltar ao seu compromisso, como todos os dias, com os macaquinhos.
  Passados alguns minutos, quando Geraldo chegou junto deles, viu que algo se passava. Pois o rosto deles estava inchado e esquisito.
  - Ai, Dói-me tanto aqui, até me custa abrir a boca… dizia Maria ao pôr a mão na cara.
  - A mim também, não sei o porquê, mas tu não pareces melhor!… dizia Marco.
  - Pois não, acordei com uma indisposição horrível, alguma coisa que comi e não devia. Disse Geraldo, enquanto os ajudava a subir para cima das costas e irem passear como normalmente faziam.
  Mas, alguns passos, mais à frente, Geraldo sem aguentar o peso do seu corpo, deixou-se cair.
  Quase desfaleceu, e o seu corpo pesado caiu por cima das pernas, demasiado frágeis e desprotegidas, de Maria e do irmão. Marco, quando se deu conta, da triste tragédia, que acabara de lhe acontecer gritou, ao chamar imediatamente seus queridos pais.
 Quando, os seus pais, se aperceberam do sucedido, logo se apressaram ao chamar o único médico presente, naquela maravilhosa selva.
  Foi assim que foram transportados, para o hospital, nas asas de uma linda cegonha.
  Eles mereceram a sincera amizade e respeito, de todos, ali presentes, pois eram os únicos a ter um elefante como irmão e eles sentiam orgulho nisso.
  Geraldo, depois de fazer um exame à barriga, ficou a saber que a causa dessa má disposição se devia ao facto de ter comido demasiadas bananas. Pois ele aprendeu a gostar do sabor e a apreciá-las, como os seus amigos, os macaquinhos. 
  Maria e Marco, depois de abrirem a boca, também ficaram a saber o diagnóstico, tinham alguns dentes partidos, por que comeram demasiados amendoins, algo bastante duro para os seus dentes tão fracos.  
  No dia seguinte, Geraldo acordou com o barulho daquelas duas vozes bem conhecidas.
  Maria e Marco regressavam a casa, pois seu pai tinha acabado de chegar, para os levar.
  Eles aprenderam que tudo se deve consumir com moderação, mas também que em tudo e para tudo existe um limite, ou seja, nada de exageros.

                  
Marie Marc et Gérard
  
              
  On était en plein après-midi, c’était une chaude et belle journée d’été. Un jeune singe jouait tout content, il sautait avec grande satisfaction, de branche en branche… car sa petite femelle venait tout juste d’accoucher.
  Alors, rempli de joie, il a tout de suite appelé ses amis et ses voisins pour fêter cet heureux événement. Il y avait, parmi ses amis, les singes, et un petit éléphant qui avait perdu ses parents et, qui justement pour cette raison, habitait avec eux.
  Marc, comme il s’appelait, voulut vite rassembler sur sa table, toutes les bananes,  tous le reste de cacahuètes et quelques autres fruits. Il a rassemblé aussi, quelques boissons qu’il voulait offrir, puisque rien n’était jamais de trop pour partager leur joie.
  Sa petite femelle était bien ainsi que leurs enfants, des jumeaux, qu’ils ont eu le bonheur et le plaisir d’accueillir dans ce monde.
  Marie et Marc, les prénoms choisis pour ses petits, étaient aussi les prénoms de leurs parents, et aussi ceux de leurs descendants de famille en famille.

  Après quelques jours, Gérard, le petit éléphant, qui était devenu le meilleur ami des petits singes, s’est réveillé avec l’étrange compagnie de douleurs à son estomac et aussi avec une indisposition. Il avait fait un grand effort pour ne pas manquer le rendez-vous avec ses amis, les singes, qui l’attendaient comme d’habitude.
  Lorsqu’il arriva, très malade, il rencontra Marie et Marc. Mais il se rendit compte, que eux aussi avaient un problème de santé, car leurs visages étaient un peu gonflés.
  -« Mais, qu’est ce qui s’est passé ?  Avez-vous mal ? Que vous est-il arrivé ? » Demandait Gérard avec une inquiétude qui se lisait dans ses yeux.
  -J’ai très mal aux dents ! Disait Marie qui caressait son visage, avec sa main.
  - Moi aussi, je ne sais pas pourquoi ! Disait Marc ! Mais tu ne sembles pas bien, non plus.
   -J’ai horriblement mal au ventre, quelque chose que j’ai mangé et je n’aurai pas dû ! Répondait Gérard en caressant son ventre.         
  Mais, malgré sa douleur, il voulut les promener sur son dos, comme il faisait tous les jours pour les aider a ramasser les  bananes, tout ce dont ils avaient envie, y compris aussi se percher dans les branches.
  Vite, la fatigue et ses douleurs remplirent son corps et ainsi, Gérard perdit ses forces et il se laissa tomber par terre.
  Marie et Marc crièrent tout de suite pour appeler leurs parents. Car ils eurent trop peur… le poids de l’éléphant avait un peu blessé ses pattes, puisqu’il était tombé en plein sur eux!
  Ses parents, quand ils virent ce spectacle, appelèrent vite le médecin qui travaillait dans ce merveilleux jardin. Alors, comme ça, ils furent transportés, sur les ailes d’une cigogne, à l’hôpital.

  Après avoir fait les examens, au ventre, Gérard a su, que son indisposition, venait des bananes dont il avait trop mangé et qu’il avait appris à aimer avec ses amis, les singes.
  Marie et Marc ont, aussi, ouvert leur bouche, pour vérifier leurs dents. Ils ont compris qu’ils avaient quelques dents cassés, tout ça à cause des cacahuètes, trop dures, qu’ils ont mangé avec leurs dents trop faibles.
  Ils étaient heureux parce qu’ils avaient conquis l’attention de tous. Dans ce sympathique hôpital, ils avaient même oublié les problèmes qu’ils avaient eus, celui de s’être tordus les chevilles.
  Marie et Marc sont devenus les plus célèbres, car ils étaient les seuls à garder précieusement le grand plaisir d’avoir un éléphant comme frère.

  Le jour suivant, Gérard, le jeune éléphant s’est réveillé avec le bruit et les voix des petits singes, simplement, parce qu’ils s’en allaient.
  Leur père est venu les chercher et ils furent très contents, mais aussi un peu tristes, car ils allaient se séparer des petits amis avec qui ils avaient fini par partager une belle amitié.
  Mais ils ont aussi appris cette leçon : de ne jamais trop manger ni mélanger les choses, puisqu’il y a toujours une limite, en tout et partout…




terça-feira, 19 de agosto de 2014

HOMENAGEM Á VIDA


 

      FREDY

 

Homenagem  á vida

 

Homenageio tudo o que passou

Desde personagens a momentos

Mas principalmente o futuro

Que nos invade os sentimentos

 

Toda a homenagem sincera

Nasce das saudades vividas

Das lembranças passadas

Ou das alegrias perdidas

 

Toda a homenagem perfeita

É feita de pura emoção

Dos que nos deram a vida

E que nos invadem o coração

 

A homenagem é um elogio

Um elogio de lembranças

Que nos momentos futuros

Nos invadem de esperanças

 

Homenageio o dia de hoje

Pois o amanhã é incerto

Corro ao passar no caminho

Onde tudo está incorreto

 

      Fredy 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014


A minha aldeia

 

Na terra onde nasci….

Na aldeia de onde vim

Existem riachos de água pura

Onde saciávamos a secura

Dessas tardes de loucura

Numa frescura sem fim…

 

Nessa aldeia há rios e fontes…

Onde pescávamos o peixe,

Regávamos a horta

E lavávamos a roupa

Que secava entre os montes

A minha aldeia ficou:

De ruas quase desertas

De casas e famílias incertas

Que com os anos a passar

É difícil de aceitar...

 

Eu aprendi a mudar…

Para agora recordar…

O maravilhoso odor campestre

Que com a primavera floresce

Entrando pelas janelas abertas

O que é difícil não lembrar…

 

Na minha aldeia

Ao som dos grilos a cantar

Eu tinha sempre a ideia

De que falava com o horizonte

E com as estrelas a brilhar

E era feliz por lá estar…   

E sei que para sempre recordarei

Aquela aldeia perdida no nada

A criança que fui e que sonhei

Numa terra por mim amada

 

 

 

 

Sei que nunca vou esquecer

Os Invernos que ali passei

Como os dias tão incrivelmente frios

E as noites em que quase gelei

Mas ao sabor das brasas

Que me aqueciam e davam asas

Nós fazíamos o fumeiro

Para saborearmos o ano inteiro

Com o que cultivávamos

E assim os anos passavam…

 

Foram tempos difíceis

Nessa época de outrora

Apesar da pobreza que passei

Trocá-los-ia pelos d’agora?

Um bom vinho para degustar

Umas alheiras, para assar

Bolas de neve, para guerrear…

E enfim…

 

Deixo o meu pensamento divagar

Como borboletas a dançar

E volto sempre àquele lugar

Para rever as coisas e lembrar

Brincadeiras de horas mortas

Com os risos de quem lá vivia

Sem nunca trancar as portas

Nem de noite nem de dia…

 

Fredy, 2014

terça-feira, 29 de julho de 2014

POEMA MEU


 

As mãos


As mãos têm sentimentos

Será essa uma verdade?

Acariciam-nos com paixão

E envelhecem de saudade?

 

As mãos trabalhadoras

São calejadas com certeza

Fazem-no por necessidade

Ignorando a sua tristeza

 

Existem mãos guerreiras

Que constroem e que dão

Como as mãos da justiça

Mesmo que só digam não   

 

Nas mãos apaziguadoras

Há sempre a mão de Deus

Que nos ajuda a escolher

A avançar e a sonhar

Com a vida que nos deu

Sem parar de nos amar

 

Existem as mãos massagistas

E também as mãos escritoras

Mãos de manteiga ou pianistas

Sem esquecer as mãos pintoras

 

Mãos finas e delicadas

Mãos do destino destinado

Sigamos mão na mão

No que nos foi traçado

 

Por mais que as mãos falem

Seja por qualquer razão

Por palavras ou por gestos

Traduzem tão simplesmente

A voz do nosso coração

 

Fredy







Les mains

 

Les mains ont des sentiments

Est-ce une vérité?

Nous caressent avec passion

Puis nous font les oublier

 

Les mains qui travaillent

Sont calleuses avec certitude

Eles le font par nécessité

Ignorant toute attitude

 

Il ya des mains guerrières

Pour construire et donner

Comme les mains de la justice

Qui nous aprend a aider

 

Dans les mains apaisantes

Il ya toujours la main de Dieu

Pour nous aider à choisir

Á avancer et a rêver

Avec la vie qu'il nous a donnée

Et n'arrêt pas de nous aimer

 

Il y a des mains masseuses

Et aussi mes mains écrivains

Mains de peur ou pianistes

Sans oublier la main qui peint

 

Mains fines et délicates

Mains que le destin a choisi

Allons main dans la main

Comme c'est indiqué dans la vie

 

Quando les mains parlent

Sans aucune raison

Par les mots ou par des gestes

Elles traduisent, autrement,

La voix de notre cœur

Simplement…  

.

 






sexta-feira, 25 de julho de 2014

POEMA MEU...


 


FLORES DE VERAO


 


 


Quando floresceu o verão


No mais belo dia das flores


Assim nasceu a minha paixão


Ficando florida de amores


 


Igual á carica de uma pétala


Que beijo com suavidade

Aprecio as flores ao dizer

Que são lindas de verdade...

 

Quando a lua resplandece

Acalma a sua vaidade e luz

Colorindo a sua beldade

Que o perfume seduz.

 

 

FREDY 2011

sábado, 12 de julho de 2014

POEMAS DA MINHA AUTORIA

GERAÇÃO


Pedi ao tempo para passar
Tinha pressa pois então
Para te poder abraçar
Bem juntinho ao coração

Há faíscas de luz no ar
Com mil ondas de emoção
Talvez um anjo a lançar
Música ao coração

Aguarelas de mil cores
Pinceladas de ternura
E tantos rabiscos de amor
Envolvidos de doçura!

E canto a minha canção
A que me sai do coração.

Fredy 2014 






Geração dois


Outra estrela cadente
Brilha novamente no céu
Iluminando toda a gente
E me dá o que é meu

O sonho que nós trazemos
Cheio de amor, paz e luz
Envolve laços de ternura
E com o seu encanto seduz

E não podemos esquecer
Se mais nada tem valor
Ver uma família a crescer
Em barrigas de amor!

E de geração em geração
Saltamos com emoção.

Fredy   2014